9.12.10

Eu quero apenas a minha imaginação e a chuva




Vou ouvir a chuva e calar o meu silêncio. Aquietar o desassossego com o barulho trovejar e absorver o sufoco com o medo. Vou ouvir a chuva deitada na minha cama, abraçada à almofada e a mim mesma, repleta de sentimentos por cumprir que adormeci para poder escutar as gotas de água na janela, entre pegadas numa nuvem inexistente e sonhos (im)possíveis caso não me seja possível não pensar em nada. Vou olhar para o tecto e desenhar novas melodias. Tranquilizar-me por momentos, nem que seja apenas por esta noite. Abrigo-me para descansar, quero encontrar um toque de paz e viajar sem rumo com a imaginação e a chuva.

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.