
A insegurança bate a porta e eu abro-a, como se tivesse medo que ela me fizesse mal caso a recusasse. Instintivo valor que não encontro, desistir parece uma solução quando só desejo ser invisível por um momento. O meu amor próprio escorrega por entre as mãos. Mais uma vez sou vítima da ilusão que eu mesma crio, a que eu mesma condeno-me. Se firo alguém é porque não deixo de me culpabilizar por uma causa que ainda não descobri. Não luto, não confio mais em mim. Não sei vencer, nem sei guerrilhar. Sinto-me perdida? Nem sempre. Mas sinto-me sem lugar, sem vontade e sem coragem.
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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.