Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós. Fomos ao cinema, coisa que namorados fazem, mas amigos também fazem, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis aquecer a outra. Mas começamos a fazer piadinha disso, como sempre. Quando eu fui dar-te tchau, olhaste-me do elevador e perguntas-te: não estou a esquecer de nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E depois perguntas-te: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu.
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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.