8.3.11

Preciso dele novamente

“Sim, ele saiu de manhã cedo e já não volta. Nunca mais. Fugiu sem dizer uma palavra. Fugiu ou alguém o roubou, não sei. É mais provável que alguém o tenha roubado, ele era tão frágil e pequenino que qualquer um podia pegar nele. Ele não faz barulho sequer. Ele limita-se a bater, e a pedir oxigénio. Cada vez acredito mais que alguém o roubou. Agora tenho de o procurar e tentar coloca-lo no sítio. Mas o mais certo é ele vir magoado, cheio de feridas, e muito triste. Não faz mal, eu pego nele com cuidado, aconchego-o bem no meu peito e com ajuda do tempo as feridas vão sarando. Prometo cuidar bem de ti e não deixar que mais ninguém te roube e magoe, meu bem.”

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.