13.4.11

Afinal quando é que acaba

“Vou ignorar isto que me tormenta e fazer de tudo um simples facto da vida sem sentido nenhum. Num dia tenho tudo, no outro dia pedaços do meu coração partido por ti. Se tenho ciúmes? Sim, tenho e depois? Vais-me julgar por conter algo que toda a gente tem? Quem não tem ciúmes, não ama de verdade e agora? Queres mais provas que te amo? Queres mais portas fechadas ou vais demorar mais tempo a abri-las? Deixas-me ser feliz contigo? Porquê que não é tudo como nos contos de fadas se dizem esses serem os tais perfeitos? É tudo fachada, é tudo mentira, falsidade. Estou completamente farta de ler"e viveram felizes para sempre" se isso não é verdade. Pretendes o quê de mim? Magoar-me ainda mais com certas atitudes que fazem de ti brusco? Ignora-me, vá. Mas não me faças isto, não me faças chorar mais do que eu já choro. É como se me desses socos no peito. Metes raiva, nojo, mas eu amo-te tanto que só me apetece odiar-te mais, mais, mais e mais. Mas não te odeio. Porque nunca te afastas de mim quando digo que estou farta das nossas ofensas. Nunca me deixas sozinha, fazes-me sentir perfeita num mundo cheio de falsidade. Não é fácil entender, muito menos perceber, mas deixa a tua mente nua, deixa-me dizer que te amo e que não te odeio. Faz com que isto seja apenas mais uma mentira da nossa história. Belisca-me, belisca-me muito mesmo e diz-me que isto não passa de um pesadelo como os de sempre. Mas tu sabes que eu amo quando tu mentes, quando dizes que não sentes saudades minhas, quando dizes que tens outra e que não me queres ver mais. Eu amo quando o teu olhar tenta encontrar o caminho que leva ao meu só para me dizeres mais uma mentira. Só para me dizeres mais alguma coisa que me tenta fracassar, apesar de eu saber, que no fundo, só queres simplesmente dizer o contrário. Mas mesmo assim, eu sinto que foges de mim, já nem me olhas no rosto. Queres acabar por assombrar mais isto? faz de nós ser-mos um só, faz-me feliz, não custa nada. Só tu tens esse poder, só tu consegues, só tu o FAZES do teu jeito. Eu sei que não fazes por mal, mas será que não consegues pegar na porcaria de um telemóvel e marcar o meu número para me dizeres tudo o que tens a dizer? só quero saber quando é que isto vai parar.”

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.