23.4.11

Talvez um dia

Ensinaste-me que não podemos desejar algo que não existe, que não podemos amar sem limites quando não há mudança que nos faça acreditar num caminho. Ensinaste-me que não dói esperar, até nos alivia a alma e faz-nos sentir vivos, o que dói é desistir de esperar. Ensinaste-me que o amor vence o orgulho, mas muitas vezes o orgulho mata o amor, por muito forte que seja. Ensinaste-me que devemos saber aquilo que queremos, caso contrário, podemos perder uma derradeira oportunidade de sermos felizes. Ensinaste-me que não devemos prometer algo que não consigamos cumprir e mais que isso, que não devemos iludir nada, nem ninguém, porque ninguém deve conquistar o nossos sonhos, sozinho. Ensinaste-me que nunca devemos dizer adeus quando queremos exactamente o contrário, mas hoje, eu disse-o, não por querer, mas por dever. Quando as palavras já não passam disso: palavras. Ditas ao acaso, sem motivos, sem sentido, sem compreensão. Quando os actos se tornam incompreensíveis e inaceitáveis, quando desejamos o impossível, esperamos por algo que não existe e sonhamos para além do limite, chega um momento em que já nada vale a pena. E por isso, e apenas por isso, decidi pôr um ponto final em algo que já estava acabado à muito.
Hoje, levo-te comigo, mas não para fazeres parte de mim. Levo-te comigo para estares presente, não para viveres a tua vida comigo...
E... «se tiver-mos de ficar juntos ficaremos», não agora, quem sabe um dia. Agora chegou o tempo de cuidar de mim.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.