Se hoje viesses falar comigo dir-te-ia, que o teu sorriso já não me seduz, que os teus olhos já não me enfeitiçam, que o teu cheiro já não me atrai, que o teu corpo dispersou-se do meu campo magnético. Dir-te-ia até que deixei de me importar com as datas que outrora foram nossas, que apaguei da memória todas as palavras ditas diante desse teu olhar avelã e que até deixei de pensar em ti cada vez que oiço músicas tanto ou quanto depressivas. No meio disto tudo só ainda há uma coisa que se mantém: a cicatriz. Conta uma história. A nossa história e isso é a única coisa que me deixa descansada. Porquê? Porque ao contrário de todas essas aventuras selvagens que nem mínimos vestígios te causam, eu deixei um sinal em ti. Marquei território. Dessa maneira quando outra te despisse, te amasse, te perguntasse: "O que é isto?", tu te calasses, e eu, cicatriz em ti, respondesse: "Foi meu, estive cá antes.”
25.4.11
És passado
Se hoje viesses falar comigo dir-te-ia, que o teu sorriso já não me seduz, que os teus olhos já não me enfeitiçam, que o teu cheiro já não me atrai, que o teu corpo dispersou-se do meu campo magnético. Dir-te-ia até que deixei de me importar com as datas que outrora foram nossas, que apaguei da memória todas as palavras ditas diante desse teu olhar avelã e que até deixei de pensar em ti cada vez que oiço músicas tanto ou quanto depressivas. No meio disto tudo só ainda há uma coisa que se mantém: a cicatriz. Conta uma história. A nossa história e isso é a única coisa que me deixa descansada. Porquê? Porque ao contrário de todas essas aventuras selvagens que nem mínimos vestígios te causam, eu deixei um sinal em ti. Marquei território. Dessa maneira quando outra te despisse, te amasse, te perguntasse: "O que é isto?", tu te calasses, e eu, cicatriz em ti, respondesse: "Foi meu, estive cá antes.”
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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.