25.5.11

Há dias

"Há dias em que só tenho vontade de bater em alguma pessoa, de gritar bem alto por me sentir tão incompreendida. Outros apenas quero sentir o abraço forte de alguém, sentir o calor, o toque, a ternura do momento e sinto-me tão bem, tão feliz por aquele instante tão simples mas tão bom! Tenho dias em que ficaria deitada todo o dia, se fosse possível, a ouvir o silêncio do meu quarto, mais nada nem ninguém, só eu e o silêncio escuro. Penso tantas vezes que não sou uma pessoa “normal” gosto de estar sozinha, de me ausentar do mundo que tanto me polui a mente, tenho prazer em ficar no meu canto a pensar sem pensar, simplesmente a admirar o vazio; um olhar vago que me prende a cada coisa que me envolve. Sinto-me tantas vezes incompreendida pelo mundo, cada um escolhe o seu modo de vida será que não posso viver a minha como quero? Olho em volta, vejo tanta mentira, tanta falsidade… tenho mesmo que viver assim? Não foi este o mundo que escolhi, não é isto que quero para mim. Onde estão os valores que há tantos anos se defendem? Onde está o amor, o respeito, a igualdade? Onde está o verdadeiro sentido da amizade? Parece que “tudo o vento levou” sem deixar marcas ou vestígios da sua passagem. Queria poder mudar isto, ganhar “super-poderes” e repor tudo no seu sítio original mas isso é demasiada ficção para este mundo tão pobre. Tenho medo do que aí vem, tenho medo do hoje e do amanhã."
Perdoar não significa continuar no ponto em que se ficou ou ignorar tudo o que se passou. Pelo contrário isso é apenas, uma prova da falta de perdão e da presença de tristeza, de desilusão, de mágoa.
Perdoar, significa sim recomeçar e reconstruir, pedra por pedra tudo o que antes já se havia construído, mas apenas se acharmos que vai realmente valer pena e nesse caso, ao lutarmos temos de ter sempre uma coisa em mente: nunca nada voltará a ser igual.

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.