“Pensava que ia doer mais, que me ia sentir pessimamente, que ao ver aquilo algo ia mudar, mas não, nada mudou, o meu estado de espírito manteve-se igual, a calma com que estava nem se alterou e o sentimento predominante foi, muito sinceramente, indiferença. Acho que já tínhamos previsto que era isto que ia acontecer, não foi novidade para nenhuma de nós daí, não ter havido nem choque, nem tristeza, nem espanto, apesar disso nenhuma de nós queria que a nossa amizade leva-se este rumo, mas no fundo sabíamos que com o tempo era isto que ia acontecer, o destino já estava traçado e nós, como sempre, só o estávamos a adiar, e sabíamos que o sempre não era para nós.”
Sem comentários:
Enviar um comentário
Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.