Para: Apolo Santana
Ainda não acredito que tu realmente existes, às vezes coloco-me a pensar se tudo o que aconteceu entre nós foi real. Entras-te de uma forma impossível de descrever, ainda me lembro que quando te conheci não reparei na pessoa incrível que estava a minha frente, cumprimentei-te e não dei qualquer tipo de atenção, até que fomos para São Carlos passar aquele fim-de-semana, aproximamo-nos logo, mas não te via mais além que um bom amigo, regressamos cada um para sua casa, todos os dias parecias na minha avó, confesso que por vezes ansiava pela tua visita. Pedis-te a minha pulseira e eu disse que não gostava de dar as minhas coisas e tu olhas-te e disseste “Mas como é que eu me vou lembrar de ti!”, lancei um sorriso e disse não vais lembrar simplesmente esquece. Depois de tanto pedires cedi e dei-te, quando tomei essa atitude já te vi mais além que um amigo mas continuava a ser uma “chata” contigo como tantas vezes me chamas-te , até que um dia estava cansada e coloquei-me a pensar como a vida é capaz de dar voltas, estava sozinha na sala deitada no sofá, quando apareces-te e sentas-te por cima das minhas pernas com o teu famoso copo de café que tu tanto gostas , penso que foi a nossa primeira conversa sozinhos a casa estava cheia mas ninguém apareceu para incomodar, depois desse dia tornou-se um hábito querer estar contigo e poder abraçar-te, acordava e ansiava desesperadamente pela tua chegada, tinha uma necessidade de aproveitar cada minuto ao teu lado. Admito que nunca quis nada muito sério, não conseguia ver um futuro contigo, até que cada dia que passava a minha partida estava mais perto e um dia pediste-me para pensar se realmente queria levar a sério a nossa relação se ia esperar por ti daqui uns anos quando regressasse de vez para o Brasil, no inicio fiquei assustada e estava pronta para dizer não, quando disse que já tinha uma resposta, de uma forma carinhosa comecei a nossa conversa, apesar de tudo não te queria magoar e no meio da conversa penso que percebes-te que ia dizer que não, escapou-te uma lágrima e confesso que isso deu cabo de mim, olhei-te por meros segundos, respirei bem fundo umas três vezes a e disse que sim que esperava por ti se assim o fizesses comigo. A partir daí parecia que estava a viver um sonho ao teu lado. Dias antes de ir embora, tivemos uma discussão, não queria ter aquele momento contigo e disse: “Vamos discutir agora, estou quase a ir embora e vais ficar chateado comigo!”, simplesmente olhas-te para baixo largaste-me as mãos e dizes-te: “Ok!”, pedia para me olhares nos olhos, coisa que estavas a negar fazer, ate que dizes-te: “Estou bem, deixa-me pensar!”, desisti por meros minutos de entender o que se estava a passar naquele momento, fui embora e deixei-te sozinho, depois de alguns minutos chamaste-me, agarraste-me nas mãos com força, olhaste-me nos olhos como tanto estava pedir minutos atrás e dizes-te: “Não queres levar isso a sério, só estás a brincar e depois lá em Portugal esqueces-me não é?”, acredita que naquele instante um buraco abriu sob os meus pés, olhei para ti com os olhos cheios de lágrimas e disse: “Não, eu gosto mesmo de ti!”, lançaste-me um olhar desconfiado. Dessa vez fui que olhei para baixo e larguei as tua mãos, ficamos em silêncio durante alguns segundos, até que lanças-te a bomba a dizer que querias desistir de mim, que não me entendias, olhei para ti e disse que isso era contigo que estava pronta para qualquer desicão vinda de ti, o teu irmão chegou e chamo-te queria falar contigo, levantamos os dois e fomos em direcção da cozinha onde estavam todos, com a cabeça para baixo limpava as lágrimas que naquele momento insistiam em cair, fui em direcção a rua, meu tio apareceu por trás e eu simplesmente só tive tempo de dizer: “Vou chorar”, fiquei em estado de choque com o que estava a acontecer, por mais real que fosse não queria acreditar. Naquele momento tive a certeza que te queria do meu lado, não só naquele dia como para sempre. Fui para o quarto e quando saí, dei de caras contigo, não resisti agarrei-te na mão e dei-te um abraço, começas-te a sorrir e dizes-te que não me queria magoar, sorri e disse “mas magoas-te”, deste-me um beijo na teste e apartaste-me no teu abraço que eu tanto gostava. No dia em que ia embora foste bem cedinho para aproveitar-mos bem o nosso último dia, levaste-me no aeroporto juntamente com o meu tio, na hora da despedida entre lágrimas deste-me um abraço bem apertado e um beijo e a promessa que ias esperar por mim. Confesso que o meu maior medo é que um dia esqueças de mim. Sabes a maior prova que vamos passar é essa distância imensa a qual nos encontramos se conseguimos ultrapassar isso, não vai existir obstáculo possível que um dia nos destrua. És o meu namorado que apesar da distância eu amo muito.

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.