26.9.11

Ou era sim ou não

“Um talvez não chegou. Um talvez não foi o suficiente para eu ficar. Uma incerteza, um não saber. Algo que não suportou as minhas dúvidas, que não bastou para me satisfazer. Não foi a resposta mais acertada, não foi aquela que tanto ansiava ouvir. Encheste-me de esperanças e no fim de indiferenças. Indiferenças essas que demonstraram que te sentias dividido num simples sim ou num cruel não; mas não te fazia espécie, para ti era um tanto faz. Optaste pelo meio e desta vez, desculpa, mas não vou pelo meio termo. Assim o traçaste. Perdi o interesse por ti, ou pelo menos assim o tentei, desesperadamente. Foste fraco. Não soubeste encarar-me dando-me uma resposta fixa e definitiva. Era a única coisa que exigia. Agora, agora é demasiado tarde. Oquey, talvez não seja, mas para mim foi e isso chega-me. Basta. Sou indiferente para ti. Talvez alguém preencha melhor o meu lugar ou talvez nem tu tenhas a certeza do que queres para ti mesmo. Define-te. Define as tuas escolhas, os teus desejos, traça o teu próprio mapa, só aí poderás ir à busca de algo. Despacha-te, antes que ainda seja mais tarde do que já é. Não por mim, jamais voltarei a passar pelo mesmo, pelo menos por alguém como tu, ser tão cruel, que assim marcaste ser. Mas por ti. Por ti e pelo que se avizinha a acontecer no futuro. O tarde nunca é demasiado tarde, pelo menos para "um" todo.”

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.