28.6.11

Sem palavras

Ela: oi tudo bem?
Ele: Tudo. Tudo bem.
Ela: Nossa, que cara que fizeste agora. Não estás bem?
Ele: Para falar a verdade, não.
Ela: Conta-me o que aconteceu.
Ele: É tolice.
Ela: Pela sua cara, não é nada de tolo. Conta-me, quem sabe eu não possa ajudar-te!
Ele: Está bem. É o seguinte, eu estou gostando de uma pessoa aí, mas ela tem um namorado. Ela parece se dar muito bem com ele. Jamais daria uma chance a mim.
Ela: Poxa, que barra. É difícil isso, hein.
Ele: Muito.
Ela: Sabe o que eu acho? Eu acho que você deve falar tudo que sente à ela. Se livrar desse peso é o melhor. Conte tudo!
Ele: E se ela achar que eu estou faltando com o respeito à ela, já que ela é comprometida?
Ela: Depende de como irá falar, e que palavras irá usar
Ele: E como eu falo?
Ela: Vamos fazer o seguinte: Fale para mim, como se fosse para ela, tudo que estiver sentindo, ok?
Ele: Ok. Bom, eu não tenho jeito para essas coisas... Não sei bem o que dizer. Mas eu sei que estou sentindo algo forte em meu coração, que afecta todo meu corpo, e a minha mente. Quando te vejo fico paralisado. É estranho... e acho que isso é amor. Deve ser amor sim, porque se o mundo inteiro acabasse, se por acaso todo mundo morresse, mas eu tivesse você eu estaria feliz. Quem se importa?
O seu olhar meigo e bondoso quando fala com as pessoas, o seu sorriso divertido. Amo como você se expressa e como é compreensiva com os outros. Queria ter essa sua força, quando você passa por problemas e sabe dar a volta por cima, e fica ainda mais confiante. Amo sua capacidade de fazer a diferença onde você estiver, e de cativar as pessoas com sua simpatia.
Amar-te é o que me motiva e é o que mais me consome... (Ele respirou fundo) Pronto, é isso.
Ela: (Enxugando as lágrimas) Nossa, até estou chorando! Que boba eu sou... Mas ISSO é o que você deve falar para ela! Fale tudo isso que você falou, para ela!
Ele: Agora já não importa mais. Ela acabou de ouvir meu recado.

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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.