Acho que ambas erramos mas para ser sincera acho que fiz de tudo para que a nossa amizade chegasse no patamar mais alto, escalamos juntas até uma certa altura, quando chegamos ao meio percebi que já não éramos ‘nós’, mas sim ‘tu’ e ‘eu’. Nos teus planos deixaste-me de incluir, esqueceste-me por completo já não é a mim que contas os teus segredos, já não é comigo que vens ter quando o mundo abala-te e que a única coisa que te apetece é fugir de todos, já não é a mim que pedes aquele abraço que consola-te a alma, já não é no meu ombro que deixas as tuas lágrimas. As vezes meto-me a pensar na falta que me fazes, na solidão que me deixas-te, mas sabes meu amor acho que aprendi a viver sem ti, já não é em ti que eu penso quando tenho aqueles dias que tudo corre mal, já não é a ti que eu recorro para contar seja o que for, o que mais me custa nisto tudo e que tudo pelo que passamos acho que para ti nada valeu realmente a pena. Se pensares bem nunca ninguém seria capaz de fazer metade das coisas que eu fiz por nós ou melhor dizendo por ti. Sinto falta da minha miúda aquela que eu tinha debaixo dos meus braços e era capaz de virar o mundo do avesso para estarmos juntas.
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Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risado do ridicúlo, e choro quando quero.